Corpos Desviantes, Governamentalidade e a Potência da Inclusão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.67204/riel.v4i10.3118

Palavras-chave:

Inclusão, Biopoder, Governamentalidade, PEI, Neurodivergência

Resumo

O presente artigo problematiza as tensões entre as políticas de inclusão escolar e as práticas de normalização que operam sob a lógica do biopoder. O objetivo central é analisar como o discurso da inclusão, muitas vezes, atua como um dispositivo de controle que busca a docilização de "corpos desviantes" para que estes se ajustem a padrões de produtividade e comportamento. Fundamentado na perspectiva teórica de Michel Foucault, Gilles Deleuze e na genealogia da ingovernabilidade de Grégoire Chamayou, o trabalho utiliza a escrevivência como potência metodológica para tencionar o papel do Plano de Ensino Individualizado (PEI). Argumenta-se que, ao romper com a visão patologizante do diagnóstico, o PEI pode ser reconfigurado como um mecanismo de biopotência e um mapa de possibilidades singulares. Conclui-se que a inclusão autêntica exige o reconhecimento da ingovernabilidade do sujeito como uma força ética e criativa, deslocando o foco do conserto do indivíduo para a abertura de novos paradigmas pedagógicos pautados na ética da diferença.

Biografia do Autor

Rubens Lacerda de Sá, Docente, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Doutorado em Linguística Aplicada, Universidade Estadual de Campinas

Graziani França Claudino Anicezio, Docente, Instituto Federal do Tocantins, Paraíso do Tocantins, TO, Brasil

Mestrado em Estudos da Linguagem, Universidade Federal de Mato Grosso

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Publicado

13-10-2026

Como Citar

Sá, R. L. de, & Anicezio, G. F. C. (2026). Corpos Desviantes, Governamentalidade e a Potência da Inclusão. evista nterdisciplinar m studos e inguagem, 4(10), 80–96. https://doi.org/10.67204/riel.v4i10.3118