Corpos Desviantes, Governamentalidade e a Potência da Inclusão
DOI:
https://doi.org/10.67204/riel.v4i10.3118Palavras-chave:
Inclusão, Biopoder, Governamentalidade, PEI, NeurodivergênciaResumo
O presente artigo problematiza as tensões entre as políticas de inclusão escolar e as práticas de normalização que operam sob a lógica do biopoder. O objetivo central é analisar como o discurso da inclusão, muitas vezes, atua como um dispositivo de controle que busca a docilização de "corpos desviantes" para que estes se ajustem a padrões de produtividade e comportamento. Fundamentado na perspectiva teórica de Michel Foucault, Gilles Deleuze e na genealogia da ingovernabilidade de Grégoire Chamayou, o trabalho utiliza a escrevivência como potência metodológica para tencionar o papel do Plano de Ensino Individualizado (PEI). Argumenta-se que, ao romper com a visão patologizante do diagnóstico, o PEI pode ser reconfigurado como um mecanismo de biopotência e um mapa de possibilidades singulares. Conclui-se que a inclusão autêntica exige o reconhecimento da ingovernabilidade do sujeito como uma força ética e criativa, deslocando o foco do conserto do indivíduo para a abertura de novos paradigmas pedagógicos pautados na ética da diferença.
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