https://ojs.ifsp.edu.br/riel/issue/feedRevista Interdisciplinar em Estudos de Linguagem2026-06-17T15:09:35-03:00Editorriel@ifsp.edu.brOpen Journal Systems<p>A <strong>Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagem</strong> (RIEL) fomenta o debate crítico e o intercâmbio científico em âmbito nacional e internacional entre as diferentes áreas de especialidades do conhecimento. Transdisciplinar, incentiva a intersecção entre a Linguística, Letras e Artes, e diversas áreas do saber.<br /><br />Ancora-se em uma perspectiva epistêmico-metodológica socialmente orientada cujo objetivo é contribuir para a divulgação e a visibilidade de trabalhos, pesquisas e a produção de conhecimento que articule os Estudos de Linguagem em sua relação com as práticas sociais, educacionais, históricas, culturais e políticas, dentre outras.</p>https://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/3058Procedimentos Discursivos das Plataformas Globais2026-06-17T15:09:09-03:00Fábio Luiz Nunesfabio.nunes.fln@gmail.com<p class="p1">Analisa-se a obra <em>Influencer discourse: affective relations and identities</em>, publicada pela editora John Benjamins Publishing no ano de 2024. O livro se trata de uma coletânea de textos que investiga os mecanismos linguísticos empregados no ciberespaço para a consolidação de vínculos com grandes audiências. Seus autores apresentam estratégias de engajamento mercantilizado e expõem a construção discursiva da autenticidade nas plataformas virtuais. Eles também demonstram a intencionalidade persuasiva contida em cada interação parassocial, na qual influenciadores atuam na condição de intermediários ideológicos. O livro resenhado mapeia táticas de solidariedade simulada e descortina características dos gêneros discursivos digitais. O estudo dessas práticas atesta o amadurecimento das pesquisas analítico-discursivas atuais. Além do exposto, a publicação desvenda a profissionalização da internet comercial e a indução programada de vendas corporativas. Ressalta-se que o volume fornece ferramentas para o letramento digital e o desenvolvimento do senso crítico do público consumidor. A análise qualifica a decodificação de mensagens apelativas e estabelece um paradigma para avaliações pragmáticas das estruturas de poder inerentes às mídias sociais cotidianas.</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/3051Entre Docência e Gestão2026-06-17T15:09:15-03:00Thiago Cosincosin.tc@gmail.com<p class="p1">Este artigo tem como objetivo analisar de que maneira a formação em inspeção e supervisão escolar contribui para o desenvolvimento profissional docente, especialmente quanto à incorporação de práticas de gestão pedagógica no cotidiano da sala de aula. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza teórico-analítica, articulada à reflexão sistematizada da prática docente do autor, desenvolvida na Educação Básica. Do ponto de vista teórico, fundamenta-se em autores clássicos e contemporâneos que discutem supervisão escolar, gestão democrática e formação docente, como Libâneo, Luckesi, Paro, Freire e Ghedin, além de estudos recentes sobre formação continuada e inovação pedagógica. Os resultados evidenciam que a formação em supervisão escolar contribui para a ampliação do papel do professor, promovendo atuação mais reflexiva, analítica e intencional. Observa-se a incorporação de práticas relacionadas ao uso de dados educacionais, acompanhamento sistemático da aprendizagem, planejamento estratégico e intervenções pedagógicas direcionadas. Tais práticas evidenciam uma atuação docente ampliada, na qual o professor assume funções relacionadas à gestão pedagógica, mesmo sem ocupar cargos formais. Conclui-se que os conhecimentos da supervisão escolar devem ser apropriados como instrumentos de qualificação da prática docente, fortalecendo a autonomia profissional e contribuindo para a melhoria do ensino.</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/2931Depressão e Sofrimento Psíquico no Cárcere2026-06-17T15:09:35-03:00Lucia Helena Dal Poz Pereiralucyangel10@ifsp.edu.brHerminda dos Anjos Bulhõesherminda.bulhoes@gmail.comSunie Moreira Menonsuniemenon@hotmail.com<p>Este artigo tem por objetivo analisar a prevalência e impactos da depressão em pessoas privadas de liberdade, com ênfase na escuta psicanalítica como ferramenta de intervenção e cuidado em saúde mental no sistema penitenciário. A metodologia utilizada, fundamentou-se em uma revisão bibliográfica integrativa, com abordagem qualitativa no período de 01/24 até 08/25, realizada nas bases de dados Portal de Periódicos do CAPES e Portal Regional da BVS (Biblioteca Virtual em Saúde). As citações de autores da psicanálise fundamentaram a estrutura teórica e a reflexão. Os resultados apontaram a escassez de artigos sobre sintomas depressivos entre os apenados, especialmente entre mulheres e pessoas do grupo LGBTQIA+; falta de estruturas no atendimento à saúde mental, resistência social e cultural do sistema prisional. Observou-se que a escuta psicanalítica pode favorecer o fortalecimento da subjetividade, a elaboração de traumas e a mobilização da pulsão de vida, possibilitando ao sujeito significar suas experiências diante da realidade prisional. Conclui-se que intervenções baseadas na escuta qualificada representam importante recurso clínico e ético para o cuidado em saúde mental no cárcere</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/2932Corpos Femininos2026-06-17T15:09:33-03:00Fabiana de Lacerda Vilaçofabiana.vilaco@ifsp.edu.brRosangela Lima dos Santosrosangella.turismo@gmail.com<p class="p1">Este artigo discute o controle e a vigilância social, política e simbólica dos corpos femininos ao longo da história, evidenciando como estruturas patriarcais, religiosas, médicas, estatais e midiáticas moldaram e continuam a moldar a experiência das mulheres por meio de práticas discursivas legitimadoras da dominação. Nossa análise parte do lugar feminino, articulando vivências pessoais e coletivas como base para compreender como a linguagem opera na produção e na naturalização dessas formas de controle. Inicialmente, abordamos as raízes históricas do disciplinamento dos corpos, incluindo a atuação da Igreja, da medicina e do Estado na construção da mulher como corpo submisso e vigiado. Em seguida, discutimos o disciplinamento contemporâneo, no qual padrões de beleza, redes sociais, cultura do consumo e medicalização configuram novas formas de vigilância simbólica e digital, mediadas por discursos normativos. O estudo também ressalta a relação entre a violação da autonomia corporal e a necessidade de uma abordagem interseccional para compreender as múltiplas formas de opressão. Por fim, destacamos a resistência feminista, com ênfase na música e na performance de Elza Soares, compreendidas como práticas discursivas que transformam o corpo em território de denúncia, identidade e insurgência contra o patriarcado.</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/2949Racismo e Colonialidade na Série "Them"2026-06-17T15:09:32-03:00Sérgio Henrique Rocha Batistarocha.sergio@ifsp.edu.brTarcila dos Santos Ribeiro Santanatarcila.r@aluno.ifsp.edu.brSofia Mendonza Teixeirasofia.t@aluno.ifsp.edu.br<p class="p1">Este trabalho analisa e discute o impacto da colonialidade do poder (Quijano, 2000), saber (Maldonado-Torres, 2007) e de gênero (Lugones, 2008) nos personagens da primeira temporada da série “Them”, produção audiovisual criada pelo autor estadunidense Little Marvin. Considerando a ambientação da série, a mudança de uma família negra da Carolina do Norte, para um bairro branco de Los Angeles, na década de 50, foram analisadas,<span class="Apple-converted-space"> </span>por meio dos episódios, não cronologicamente,<span class="Apple-converted-space"> </span>as violências não só raciais e de gênero, mas também da condição migrante, visto que esta norteia o momento histórico da narrativa, a Grande Migração. Como resultados, tornou-se<span class="Apple-converted-space"> </span>notável que a desumanização dos corpos racializados é concretizada nos espaços em que os protagonistas da série ocupam e no próprio imaginário deles e dos que os observam, o que mostra a libertação contra a opressão um processo coletivo.</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/3004(Antigos) Obstáculos e (Modestas) Conquistas Para a Inclusão em uma Escola Pública2026-06-17T15:09:25-03:00Gasperim Ramalho de Souzagasperim.souza@ufla.brAdriana Regina Costa Macieladrianaana.rcm@hotmail.com<p>Este artigo tem por objetivo apresentar um relato de experiência de intervenção pautada na Educação Inclusiva em uma escola pública do município de São José da Lapa, em Minas Gerais considerando alguns obstáculos encontrados e modestas, porém significativas conquistas oriundas das atividades propostas. Partimos do referencial teórico acercada da educação inclusiva ancorada não apenas na Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13146/2015) mas nas possibilidades pedagógicas endossadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação e na concepção de um educação inclusiva no sentido de acolher diferentes potencialidades (Mantoan, 2003) das crianças em situação de deficiência (Souza, 2020) por meio da ludicidade (Rojas, 2007; Leal, 2011). Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, na forma de um estudo de caso (Lakatos & Markoni, 2011). Para a obtenção dos dados, foi realizado um projeto de intervenção durante um mês, por meio de observações de aulas, registro fotográfico, entrevista do tipo semiestruturada e atividades lúdicas em uma dessas escolas. A análise dos resultados mostrou que um dos principais desafios para a adoção das atividades foi a necessidade de expansão dos seus conhecimentos restritos à internet e ao laudo médico, por parte da professora bem como desinteresse inicial do estudante. Contudo, como conquistas dessa intervenção ressalta-se o desenvolvimento da coordenação motora fina do estudante e acima de tudo, sua interação com os demais estudantes em sala de aula evitando sua segregação no contexto escolar.</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/3012Pontes Entre Teoria e Prática2026-06-17T15:09:23-03:00Francisco Jeimes de Oliveira Paivageimesraulino@yahoo.com.br<p class="p1">Este estudo investiga a relação entre teoria e prática no ensino de língua inglesa sob a ótica do Letramento Crítico (LC) na educação básica brasileira. Trata-se de uma pesquisa em Linguística Aplicada qualitativo-interpretativista (Moita Lopes, 1996), que utiliza a Revisão Sistemática da Literatura (RSL) para mapear produções recentes. O aporte teórico baseia-se na língua como instrumento de poder e transformação social (Mattos & Valério, 2010) e na "leitura de mundo" freiriana aplicada a línguas adicionais (Menezes de Souza, 2011). O trabalho problematiza o paradigma monolíngue, defendendo o Multilinguismo e o letramento multimodal (Canagarajah, 2013; Paiva & Lima, 2017). A análise de cinco artigos (Motoyama et al., 2018; Silva Júnior, 2017; Caetano & Pinto, 2018; Parreiras & Paiva, 2018; Sardinha, 2018) revela que as práticas de LC visam promover a agência do aluno e a justiça social, embora enfrentem desafios na formação docente e na superação do ensino meramente gramatical. Conclui-se que o professor atua como um mediador intercultural e "construtor de pontes" (Fontana, 2017), essencial para o engajamento crítico do aprendente em práticas sociais globais.</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/3013Becos da Memória2026-06-17T15:09:22-03:00Moisés Carlos de Amorimmoisescarmorim@hotmail.comAdriana Garcia Araújoaraujoadrianagarcia@gmail.com<p class="p1">Este artigo apresenta uma análise crítica do livro <em>Becos da Memória</em> (2017), da escritora afro-brasileira Conceição Evaristo. A análise se concentra no conceito de escrevivência desenvolvido por Evaristo, explorando como a autora articula a realidade e a ficção, destacando personagens com narrativas impactantes que denunciam as formas de violência sofridas pela comunidade negra. A fundamentação teórica baseia-se na Teoria do Romance de Mikhail Bakhtin (2011, 2014), que se concentra na dialogicidade e nas múltiplas vozes presentes na narrativa. Autores como Ponzio (2012), Tezza (2005) e Volochínov (2013, 2017) auxiliam a aprofundar a análise da narrativa. Articulando os conceitos de exotopia e alteridade, conseguimos compreender que os personagens, na obra, objeto desta análise, não são meramente reflexos da autora, mas sim indivíduos com suas próprias vozes e experiências, que denunciam as situações de racismo, exclusão e violência que vivem. Acreditamos, com este artigo, contribuir significativamente para a compreensão da obra de Conceição Evaristo, baseada na escrevivência, que aborda as vidas negras e as formas de resistência por meio da solidariedade e da alteridade. Por fim, reconhecemos que Evaristo desafia narrativas dominantes e oferece perspectivas valiosas sobre as experiências da comunidade negra no Brasil.</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/3097Linguagem em Sistemas Multiagentes2026-06-17T15:09:06-03:00Rubens Lacerda de Sárubens.sa@ifsp.edu.brNelson Nascimento Juniornelson.junior@ufabc.edu.br<p class="p1">Este artigo propõe uma leitura transdisciplinar do fenômeno da emergência de linguagem em sistemas de inteligência artificial compostos por múltiplos agentes autônomos. A partir de uma revisão teórica ancorada nas Ciências Sociais, particularmente nos conceitos de auto-organização, cibernética de segunda ordem e inteligência social, e nas contribuições da Semiótica, da Linguística Evolutiva e da Análise do Discurso, o trabalho discute de que modo processos comunicacionais entre agentes artificiais podem ser compreendidos como análogos às práticas linguísticas humanas. Como estudo de caso, apresenta-se a modelagem e a implementação de um sistema multiagente para consulta de informações acadêmicas sobre disciplinas universitárias, desenvolvido na plataforma JADE (Java Agent Development Framework) com o protocolo de comunicação FIPA-ACL. Os resultados indicam que, embora os sistemas multiagentes ainda não atinjam a complexidade adaptativa da linguagem natural, constituem um campo fértil para investigar como signos, significados e protocolos comunicacionais emergem de interações distribuídas e aproximando, dessa forma, a computação dos estudos da linguagem.</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/3074Racialização e Negritude em The Weeknd e Kendrick Lamar 2026-06-17T15:09:07-03:00Luis Otávio Vilela da Cruzluisvilelajuridico@outlook.com<p class="p1">Este artigo analisa comparativamente representações discursivas do racismo e da negritude em canções e videoclipes de The Weeknd e Kendrick Lamar. Parte-se do problema de como esses artistas constroem, em materialidades verbo-sonoro-visuais, sentidos sobre sujeito negro, memória, violência, ascensão social e visibilidade midiática. O objetivo é compreender de que modo suas obras elaboram respostas distintas, porém complementares, à racialização na música popular contemporânea. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, ancorada na Análise de Discurso de filiação francesa, em diálogo com os Estudos Culturais e com a abordagem multimodal. O corpus central é composto pelos feats “Sidewalks” e “Pray for Me”, articulados a faixas e objetos audiovisuais de <em>Starboy</em>, <em>DAMN.</em> e <em>Black Panther: The Album</em>. Os resultados indicam que The Weeknd tende a inscrever a negritude por ambivalência, atmosfera e visualidade, enquanto Kendrick Lamar a constrói de modo mais frontal, genealógico e confrontacional. Conclui-se que, nesse corpus, o racismo não aparece apenas como tema, mas como estrutura de inteligibilidade que atravessa subjetividade, fama e circulação cultural.</p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagemhttps://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/3108Editorial2026-06-17T15:09:04-03:00Rubens Lacerda de Sárubens.sa@ifsp.edu.br<p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none"><strong>Editorial</strong></span></p> <p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Nesta edição, os textos reunidos convergem para uma reflexão urgente sobre as formas pelas quais corpos, vozes e territórios são atravessados por disputas históricas, simbólicas, tecnológicas e políticas. Em diferentes objetos, abordagens e tradições teóricas, os artigos aqui publicados partem de uma inquietação comum: como se produzem as hierarquias, as violências e as possibilidades de resistência no interior das práticas sociais, culturais e discursivas?</span></p> <p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Ao longo da edição, emergem questões centrais da contemporaneidade, como a colonialidade, o racismo, o patriarcado, as pedagogias críticas, os letramentos e as mediações estéticas que transformam a experiência social em linguagem, arte e conhecimento. Se, por um lado, alguns trabalhos analisam a permanência de estruturas coloniais e suas reverberações na constituição subjetiva e na organização dos espaços sociais, por outro, há textos que evidenciam a potência da arte, da educação e da linguagem como formas de enfrentamento, reexistência e reelaboração crítica do mundo.</span></p> <p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Nesse percurso, o corpo aparece não apenas como matéria biológica, mas como território de inscrição das normativas sociais, das violências institucionais e das resistências possíveis. A voz, por sua vez, surge como gesto de insubmissão, denúncia e afirmação identitária, seja na canção, no discurso pedagógico, na narrativa audiovisual ou na escrita acadêmica. Já o território, longe de se restringir a uma dimensão geográfica, assume contornos simbólicos e políticos, marcados por pertencimentos negados, fronteiras impostas e disputas por legitimidade.</span></p> <p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">A riqueza desta edição reside justamente na capacidade de articular temas aparentemente diversos em torno de um eixo de profunda atualidade: a luta por reconhecimento, por justiça social e por formas mais críticas, plurais e inclusivas de habitar a linguagem e o mundo. Em tempos de intensificação dos discursos de exclusão e de naturalização das desigualdades, os textos aqui reunidos reafirmam a importância da pesquisa, da leitura crítica e do pensamento interdisciplinar como instrumentos de análise e transformação.</span></p> <p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Assim, esta edição da RIEL convida o leitor a percorrer um mosaico de investigações que, embora variadas em seus objetos, compartilham uma mesma direção ética e intelectual, a saber, compreender as tramas do presente para ampliar as possibilidades de escuta, diálogo e emancipação. Trata-se, em suma, de uma edição que pensa a crítica como forma de compromisso com a vida, com a diferença e com a construção de futuros mais justos.</span></p> <p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none"><strong>Capa</strong></span></p> <p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">A capa desta edição busca traduzir visualmente a indissociabilidade entre a existência física, a manifestação discursiva e o espaço de pertença. A fusão gráfica entre uma impressão digital e as curvas de nível de um mapa evoca a premissa de que o corpo é, em si, o primeiro território que habitamos e a partir do qual significamos o mundo.</span></p> <p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">As linhas que desenham a identidade de um sujeito são as mesmas que demarcam e disputam a terra, a cultura e a memória. Atravessando essa cartografia corporal e geográfica, as sutis linhas concêntricas representam as vozes e os</span> <span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">sopros de linguagem que rompem o silêncio, cruzam fronteiras e reivindicam existências. Vozes que não flutuam no vazio, mas que ecoam de lugares sociais e geográficos bem determinados.</span></p> <p class="cvGsUA direction-ltr align-justify para-style-body"><span class="a_GcMg font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Em tons que remetem à terra e à ancestralidade, a composição visual convida o leitor a adentrar os artigos deste volume, compreendendo a linguagem não como uma estrutura abstrata, mas como prática viva, corporificada e profundamente territorializada.</span></p>2026-06-17T00:00:00-03:00Direitos autorais (c) 2026 Revista Interdisciplinar em Estudos de Linguagem