Letramento Literário e representações de gênero na literatura chick-lit
experiências interinstitucionais entre o IFRS e o IFSP
Palavras-chave:
Autoria feminina, chick-lit, gênero, iniciação científica, Letramento literário, gender, female authorship, literacy literary, scientific initiationResumo
Este trabalho apresenta a parceria interinstitucional entre os grupos de pesquisa ELIN, do IFSP/Cubatão e PRISMA, do IFRS/Rio Grande, no estudo do subgênero literário chick-lit, articulando literatura, gênero e representatividade. O objetivo é analisar como essas narrativas refletem e tensionam construções sociais de gênero e os processos de legitimação da escrita feminina. Para tanto, a metodologia envolveu revisão bibliográfica, análise de conteúdo e rodas de leitura, contemplando obras publicadas entre 1995 e 2025. Os resultados apontam que, embora o chick-lit reproduza estereótipos de feminilidade branca e urbana, também oferece espaço para discussões críticas sobre autoria e performatividade de gênero. As experiências de iniciação científica promoveram letramento literário, reflexão social e fortalecimento do diálogo interinstitucional, consolidando a pesquisa como instrumento de transformação e inclusão.
LITERARY LITERACY AND GENDER REPRESENTATION IN CHICK-LIT LITERATURE: INTERINSTITUTIONAL EXPERIENCES WITHIN THE IFRS AND IFSP
Abstract
This paper presents the interinstitutional partnership between the research groups ELIN, from IFSP/Cubatão, and PRISMA, from IFRS/Rio Grande, in the study of the chick-lit literary subgenre, articulating literature, gender, and representativeness. The main goal is to analyze how these narratives reflect and challenge social constructions of gender and the processes of legitimizing female authorship. To this end, the methodology involved bibliographic review, content analysis, and reading circles, encompassing works published between 1995 and 2025. The results indicate that, although chick-lit reproduces stereotypes of white and urban femininity, it also provides a space for critical discussions on authorship and gender performativity. The scientific initiation experiences fostered literary literacy, social reflection, and the strengthening of interinstitutional dialogue, consolidating research as an instrument of transformation and inclusion.
Keywords: chick lit; gender; female authorship; literacy; scientific initiation.
Referências
REFERÊNCIAS
AMARAL, Rosana; LIMA, Deyvison. Judith Butler sobre o gênero: as performances e os corpos estranhos. Kínesis, Universidade Estadual Paulista, 2021. Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/13600/12573. Acesso em: 18 nov. 2024.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
CHALHUB, Samira. O que é metalinguagem. São Paulo: Ática, 2006.
CHRISTINA, Lauren. Amor e outras coisas. São Paulo: Galera Record, 2018.
COSSON, Rildo. Ensino de literatura, leitura literária e letramento literário: uma desambiguação. Interdisciplinar – Revista de Estudos em Língua e Literatura, São Cristóvão-SE, v. 35, n. 1, p. 73–92, 2021. DOI: 10.47250/intrell.v35i1.15690. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/interdisciplinar/article/view/15690. Acesso em: 22 set. 2025.
DIOGO, Julia. Chick-lit: a literatura da mulher moderna. 2014. 71 f. Monografia (Graduação em Comunicação Social) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Escola de Comunicação, Rio de Janeiro, 2014. Disponível em: https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/537/1/JDiogo.pdf. Acesso em: 12 nov. 2024.
FERRANTE, Elena. As margens e o ditado. Intrínseca: 2021
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
HENRY, Emily. Leitura de verão. São Paulo: Verus Editora, 2020.
hooks, bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2018.
KELK, Lindsey. Love Story. London: HarperCollins, 2024.
KEYES, Marian. Melancia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996.
KINSELLA, Sophie. Os delírios de consumo de Becky Bloom. Rio de Janeiro: Record, 2000.
MATVIJEV, M. Para uma definição da ‘chick lit’ portuguesa: análise da receção crítico-literária e interpretações de leitores da narrativa feminina portuguesa contemporânea. E-Revista de Estudos Interculturais do CEI – ISCAP, n. 3, maio 2015.
OLIVEIRA, Silvana. Teoria e crítica literária. 1ª Ed. São Paulo: Intersaberes, 2020.
SANTOS, Jaqueline. Literatura de mulherzinha: gênero e individualismo em romances “chick-lit”. 2016. 97 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia e Antropologia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia, Rio de Janeiro, 2016. Disponível em: https://www.academia.edu/download/47954105/SANTOS__Jaqueline_-_Literatura_de_Mulherzinha_Genero_e_Individualismo_em_Romances_Chick-Lit.pdf. Acesso em: 12 nov. 2024.
SCORE, Lucy. A história da minha vida. São Paulo: Editora Charme, 2025.
SPIELMAN, Lori Nelson. A lista de Brett. Rio de Janeiro: Verus Editora, 2013.
LANSER, Sue. As escritoras que tiveram de usar pseudônimos masculinos – e agora serão lidas com seus nomes verdadeiros. BBC News Brasil, São Paulo, 15 abr. 2018. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-43592400. Acesso em: 20 out. 2025.
WEISBERGER, Lauren. O diabo veste Prada. Rio de Janeiro: Record, 2003.
ZANELLO, Valeska. A prateleira do amor: sobre mulheres, homens e relações. [s.l.]: Appris, 2023.
Downloads
Publicado
Como Citar
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Ana Elisa Sobral Caetano da Silva Ferreira, Lucia Silveira Alda, Maria Laura Albernaz Pereira, Yasmim Cerqueira Modesto, Camilla Roberta de Almeida Lima

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Sob a égide da Lei º 9.610/1998 que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais no Brasil, a Revista Ciência em Evidência (RcE) ressalta a natureza de acesso livre da revista e exige que o(s) autor(es) que submetem manuscritos científicos a este periódico observe(m) princípios éticos e respeite(m) o direito de propriedade intelectual sobre a obra em tela.
Portanto, o(s) autor(es) declara(m)-se titular(es) da propriedade dos direitos autorais do manuscrito submetido e, por conseguinte, não infringe(m) direitos autorais, de imagem e outros direitos de propriedade de terceiros. Logo, assume(m) integral responsabilidade moral ou patrimonial, pelo seu conteúdo, perante terceiros.
Desse modo, o(s) autor(es) autoriza(m), cede(m) e transfere(m) à Revista Ciência em Evidência (RcE) o direito de edição, de publicação, de tradução para outro idioma e de reprodução por qualquer processo ou técnica do manuscrito submetido sem direito à exigência de qualquer tipo de remuneração.