Entre a Automação e a Autonomia

Contribuições da Inteligência Artificial para uma Formação Docente Emancipatória

Autores

DOI:

https://doi.org/10.67204/riel.v4i10.3116

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Cultura Digital, Autonomia Docente, Educação Emancipatória

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar as contribuições e os limites da Inteligência Artificial para a construção de uma formação docente emancipatória na Educação Básica, considerando as relações entre cultura digital, autonomia profissional e práticas pedagógicas críticas. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza teórico-analítica e reflexiva, fundamentada em revisão bibliográfica de autores que discutem cultura digital, formação docente, tecnologias educacionais e teoria crítica da tecnologia. O referencial teórico articula contribuições de diferentes pensadores, além de documentos recentes da UNESCO sobre Inteligência Artificial na educação. Os resultados indicam que a IA apresenta potencial para apoiar processos de planejamento pedagógico, reflexão sobre a prática, análise de dados educacionais e tomada de decisão docente. Contudo, evidenciam-se desafios relacionados à dependência tecnológica, à padronização das práticas pedagógicas e à possível redução da autoria docente. Defende-se que a Inteligência Artificial somente assume um sentido emancipatório quando fortalece a autonomia profissional, a reflexão crítica e a capacidade de intervenção pedagógica dos professores, sem substituir sua condição de sujeitos do processo educativo. Conclui-se que a formação docente para a cultura digital deve ultrapassar perspectivas tecnicistas, promovendo o uso crítico, ético e contextualizado das tecnologias digitais em favor de uma educação democrática e emancipadora.

Biografia do Autor

Thiago Cosin, Docente, Secretaria da Educação, Americana, SP, Brasil

Mestrado em Educação, Universidade Estadual Paulista

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Publicado

13-10-2026

Como Citar

Cosin, T. (2026). Entre a Automação e a Autonomia: Contribuições da Inteligência Artificial para uma Formação Docente Emancipatória. evista nterdisciplinar m studos e inguagem, 4(10), 57–79. https://doi.org/10.67204/riel.v4i10.3116