Todo dia ela faz tudo sempre igual?
o cotidiano das operárias da fábrica Santa Rosália em Sorocaba (1903-1914)
Palavras-chave:
mulheres, História de Sorocaba, cotidiano, operárias, gêneroResumo
No fim do século XIX e início do século XX, a cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, experimentou significativas mudanças econômicas, sociais e urbanas. Esta pesquisa, portanto, pretende investigar o cotidiano das operárias da Fábrica Santa Rosália (1903-1914), na cidade de Sorocaba, enfocando suas experiências de trabalho, sociabilidade e relação com o ideal burguês de feminilidade. Ancorando-se nos estudos sobre a classe operária feminina brasileira de Margareth Rago, buscamos adaptar a metodologia da fabulação crítica proposta por Saidiya Hartman para reconstruir o cotidiano dessas mulheres operárias. Procuramos compreender, a partir dos vestígios materiais e arquitetônicos da vila operária dessa fábrica, como essas mulheres performaram, contestaram ou reformularam o ideal burguês de família e feminilidade.
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