Trama e interseccionalidade
um diálogo entre Paulo Freire e Kimberlé Crenshaw na pesquisa em educação
Palavras-chave:
Educação, Epistemologia, Intersecção, Ciência, Humanidades, education, humanities, science, intersection, epistemologyResumo
Neste artigo promovemos uma conversa entre Paulo Freire e Kimberlé Crenshaw para tensionar os conceitos de trama e interseccionalidade, pensando-os em seus limites e em suas contribuições. Realizamos um estudo bibliográfico, levando em conta as obras dos autores que tratam dos conceitos de trama e interseccionalidade e também textos que comentaram as reverberações dessas noções nas humanidades. A leitura que realizamos desses conceitos teve como objetivo descrever os sentidos que são albergados por esses termos para caracterizá-los e diferenciá-los, permitindo assim que apontássemos contribuições de ambos. Concluímos que Paulo Freire e Kimberlé Crenshaw escreveram sobre trama e interseccionalidade em épocas diferentes, o que resultou em diferenças epistemológicas, ontológicas e metodológicas, porém, quando os colocamos em diálogo nos estudos das humanidades, inúmeras possibilidades de pesquisas e de reflexões acerca da educação surgem no horizonte, como a complexidade da opressão social e a relacionalidade como motor da esperança.
Palavras-chave: educação; epistemologia; intersecção; ciência; humanidades.
TRAMA AND INTERSECTIONALITY: A DIALOGUE BETWEEN PAULO FREIRE AND KIMBERLÉ CRENSHAW IN EDUCATION RESEARCH
Abstract
In this article, we promote a dialogue between Paulo Freire and Kimberlé Crenshaw to examine the concepts of trama and intersectionality, exploring their limits and contributions. We conducted a bibliographic study, considering the works of both authors who address the concepts of trama and intersectionality, as well as texts that discuss the reverberations of these notions within the humanities. Our reading of these concepts aimed to describe the meanings encompassed by these terms to characterize and differentiate them, thus allowing us to highlight the contributions of both. We conclude that Paulo Freire and Kimberlé Crenshaw wrote about trama and intersectionality at different times, resulting in epistemological, ontological, and methodological differences. However, when we place them in dialogue within the humanities, numerous possibilities for research and reflection on education emerge, such as the complexity of social oppression and relationality as the driving force of hope.
Keywords: education; epistemology; intersection; science; humanities.
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