Do Eu-Transcendental Ao Eu-Dialógico
Inserções Kantianas na Filosofia Ética Bakhtiniana
DOI:
https://doi.org/10.67204/riel.v4i10.3083Palavras-chave:
Apercepção Kantiana, Transcendentalismo, Análise Dialógica do DiscursoResumo
Entre cosmovisões que indicam a modelização da ciência e da linguagem rumo a uma linearidade filosófica, Kant inaugura seu pensamento propondo a hermeticidade absoluta da razão em relação a historicidade, compreendendo de caminho impossível a apreensão do conceito a partir da externalidade. Criando um sujeito racional universalizado, Kant constrói uma estrutura nada dialógica, correspondente com os ânimos iluministas e modernos, mas dissidente da realidade concreta. É por isso que o Círculo de Bakhtin discorda e atualiza esta forma de perceber o sujeito perante o mundo, transformando o Eu-Transcendental (aquele que não toca em nada a não ser a interpretação da experiência por meio da racionalidade pura) em um Eu-Dialógico, que torna seu produto a percepção do sujeito em um contexto interativo. Este artigo, delineia o que há de Kant em Bakhtin e em quais pontos Bakhtin moderniza, renova e re-estrutura a arquitetônica kantiana, em uma troca entre filosofia e linguística dignos da análise dialógica do discurso.
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