Racialização e Negritude em The Weeknd e Kendrick Lamar
DOI:
https://doi.org/10.67204/riel.v4i9.3074Palavras-chave:
Análise de Discurso, Racialização, Música Popular, NegritudeResumo
Este artigo analisa comparativamente representações discursivas do racismo e da negritude em canções e videoclipes de The Weeknd e Kendrick Lamar. Parte-se do problema de como esses artistas constroem, em materialidades verbo-sonoro-visuais, sentidos sobre sujeito negro, memória, violência, ascensão social e visibilidade midiática. O objetivo é compreender de que modo suas obras elaboram respostas distintas, porém complementares, à racialização na música popular contemporânea. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, ancorada na Análise de Discurso de filiação francesa, em diálogo com os Estudos Culturais e com a abordagem multimodal. O corpus central é composto pelos feats “Sidewalks” e “Pray for Me”, articulados a faixas e objetos audiovisuais de Starboy, DAMN. e Black Panther: The Album. Os resultados indicam que The Weeknd tende a inscrever a negritude por ambivalência, atmosfera e visualidade, enquanto Kendrick Lamar a constrói de modo mais frontal, genealógico e confrontacional. Conclui-se que, nesse corpus, o racismo não aparece apenas como tema, mas como estrutura de inteligibilidade que atravessa subjetividade, fama e circulação cultural.
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