Becos da Memória

Atividade Cronoexotópica Para Compreender o Sofrimento Humano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.67204/riel.v4i9.3013

Palavras-chave:

Alteridade, Exotopia, Cronotopo, Literatura Afro-brasileira

Resumo

Este artigo apresenta uma análise crítica do livro Becos da Memória (2017), da escritora afro-brasileira Conceição Evaristo. A análise se concentra no conceito de escrevivência desenvolvido por Evaristo, explorando como a autora articula a realidade e a ficção, destacando personagens com narrativas impactantes que denunciam as formas de violência sofridas pela comunidade negra. A fundamentação teórica baseia-se na Teoria do Romance de Mikhail Bakhtin (2011, 2014), que se concentra na dialogicidade e nas múltiplas vozes presentes na narrativa. Autores como Ponzio (2012), Tezza (2005) e Volochínov (2013, 2017) auxiliam a aprofundar a análise da narrativa. Articulando os conceitos de exotopia e alteridade, conseguimos compreender que os personagens, na obra, objeto desta análise, não são meramente reflexos da autora, mas sim indivíduos com suas próprias vozes e experiências, que denunciam as situações de racismo, exclusão e violência que vivem. Acreditamos, com este artigo, contribuir significativamente para a compreensão da obra de Conceição Evaristo, baseada na escrevivência, que aborda as vidas negras e as formas de resistência por meio da solidariedade e da alteridade. Por fim, reconhecemos que Evaristo desafia narrativas dominantes e oferece perspectivas valiosas sobre as experiências da comunidade negra no Brasil.

Biografia do Autor

Moisés Carlos de Amorim, Docente, Secretaria de Estado de Educação, Cuiabá, MT, Brasil

Doutorado em Estudos Literários, Universidade Federal de Mato Grosso

Adriana Garcia Araújo, Docente, Secretaria de Estado de Educação, Cuiabá, MT, Brasil

Mestrado em Estudos Literários, Universidade Federal de Mato Grosso

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Publicado

17-06-2026

Como Citar

Amorim, M. C. de, & Araújo, A. G. (2026). Becos da Memória: Atividade Cronoexotópica Para Compreender o Sofrimento Humano. Revista Interdisciplinar Em Estudos De Linguagem, 4(9), 91–105. https://doi.org/10.67204/riel.v4i9.3013