Agradecer Para Ficar, Dizer Não Para Existir

Migração e Obediência

Autores

Palavras-chave:

Inclusão, Migração, Território, Teatro Épico, Gratidão Compulsória

Resumo

Neste ensaio apresento uma releitura brechtiana de A Alma Boa de Tse-Tsuan, adaptada ao contexto migratório atual, com Sofía, refugiada venezuelana no Brasil. Por meio de três microcenas teatrais épicas: Chegada, Obrigada e Não, exploro a gratidão compulsória como dispositivo de obediência e controle sobre corpos migrantes, exigida para sobrevivência em cenários de desigualdade. O coro-rap representa normas sociais coercitivas, enquanto o não de Sofía rompe o ciclo de submissão, promovendo estranhamento crítico. Inspirado no teatro épico, no texto rejeito identificação emocional, convidando à análise política, a saber, agradecer para ficar ou dizer não para existir? Desse modo, reafirmo o teatro como espaço de aprendizado confrontacional, questionando hábitos opressivos e imaginando resistências.

Biografia do Autor

Laureen Gabriele Mallmann, Docente, Secretaria Municipal de Educação, Poços de Caldas, MG, Brasil

Mestrado em Educação e Saúde, Universidade Federal de São Paulo

Referências

Brecht, B. (1988). Peças didáticas (G. Campos, Trad.). Paz e Terra.

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Publicado

28-02-2026

Como Citar

Mallmann, L. G. (2026). Agradecer Para Ficar, Dizer Não Para Existir: Migração e Obediência. Revista Interdisciplinar Em Estudos De Linguagem, 4(8), 215–222. Recuperado de https://ojs.ifsp.edu.br/riel/article/view/2947

Edição

Seção

Textos Literários