Convivência Escolar na Berlinda?
Palavras-chave:
Escola, Adolescência, Convivência Ética, Racismo, Desengajamento MoralResumo
A escola é um território potente para as convivências, portanto um local por excelência para a construção diária da convivência ética diante de todos os conflitos que ela, a escola, apresenta para além da Educação nos encontros entre estudantes, professoras/es, gestão escolar, família e trabalhadoras/es do chão da escola. O que propomos com a pergunta que é o título deste artigo chamado Convivência Escolar na Berlinda? é observar sobre as lupas de Bandura (2015), Gomes (2007), Bento (2022), Ferreira (2015), Kabengele (2000), Vinha (2019), Tognetta et al (2014) como o desengajamento moral de Bandura (2015) aporta lastro teórico para implicar a reflexão sobre os casos de violências e degradação das adolescências nas escolas (Tognetta et al., 2014; Vinha, 2019). Para o desenho do percurso metodológico, delimitamos, como recorte deste artigo, um dos casos de racismo no Colégio Mackenzie, que ganhou repercussão nacional em maio de 2025 e, por isso, permite entender os meandros de como a escola também se apresenta como território da perpetuação da violência racial e práticas racistas (Kabengele, 2000; Gomes, 2007; Ferreira, 2015; Bento, 2022) que afetam vidas adolescentes de estudantes preta/os e tem sido, ao longo das últimas décadas, uma preocupação e desafio para a formulação de políticas públicas no território escolar sobre o desengajamento moral e a desumanização das adolescências pela violência racial no chão da escola.
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