Revista EPARREI
Mulheres Negras Educadoras
DOI:
https://doi.org/10.67204/riel.v4i10.2942Palavras-chave:
Alzira Rufino, Revista EPARREI, Educação Antirracista, Mulher Negra, Imprensa NegraResumo
Considerando a persistência do epistemicídio racial (Carneiro, 2005) e a carência de narrativas plurais nos materiais didáticos, este artigo tem como objetivo analisar a revista EPARREI, uma publicação independente editada por mulheres negras em Santos (SP), como um instrumento paradidático de educação antirracista e decolonial (Rufino, 2021). Por meio de uma análise bibliográfica exploratória de exemplares físicos da revista, argumenta-se que sua produção e circulação no espaço da Casa de Cultura da Mulher Negra constituem uma prática de tensão pedagógica (Gomes, 2017) contra o discurso histórico hegemônico. O periódico opera como um material paradidático essencial, que promove o fortalecimento e reconhecimento da identidade negra ao resgatar e valorizar a história, a cultura e as lideranças negras, preenchendo as lacunas deixadas pelo silenciamento curricular. Conclui-se que iniciativas editoriais como a EPARREI, ao dar voz e visibilidade às produções intelectuais e artísticas da população marginalizada, são ferramentas cruciais para um projeto educativo que visa a descolonização dos saberes e a promoção da equidade racial reafirmando a potência da escrita independente como ato de resistência e reexistência.
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