Corpos Femininos

Controle, Vigilância e Resistência na Voz de Elza Soares

Autores

DOI:

https://doi.org/10.67204/riel.v4i9.2932

Palavras-chave:

Vigilância, Patriarcado, Resistência, Elza Soares

Resumo

Este artigo discute o controle e a vigilância social, política e simbólica dos corpos femininos ao longo da história, evidenciando como estruturas patriarcais, religiosas, médicas, estatais e midiáticas moldaram e continuam a moldar a experiência das mulheres por meio de práticas discursivas legitimadoras da dominação. Nossa análise parte do lugar feminino, articulando vivências pessoais e coletivas como base para compreender como a linguagem opera na produção e na naturalização dessas formas de controle. Inicialmente, abordamos as raízes históricas do disciplinamento dos corpos, incluindo a atuação da Igreja, da medicina e do Estado na construção da mulher como corpo submisso e vigiado. Em seguida, discutimos o disciplinamento contemporâneo, no qual padrões de beleza, redes sociais, cultura do consumo e medicalização configuram novas formas de vigilância simbólica e digital, mediadas por discursos normativos. O estudo também ressalta a relação entre a violação da autonomia corporal e a necessidade de uma abordagem interseccional para compreender as múltiplas formas de opressão. Por fim, destacamos a resistência feminista, com ênfase na música e na performance de Elza Soares, compreendidas como práticas discursivas que transformam o corpo em território de denúncia, identidade e insurgência contra o patriarcado.

Biografia do Autor

Fabiana de Lacerda Vilaço, Docente, Instituto Federal de São Paulo, Cubatão, SP, Brasil

Doutorado em Letras, Universidade de São Paulo

Rosangela Lima dos Santos, Discente, Instituto Federal São Paulo, Cubatão, SP, Brasil

Especialização em Educação em Direitos Humanos, Instituto Federal de Santa Catarina

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Publicado

17-06-2026

Como Citar

Vilaço, F. de L., & Santos, R. L. dos. (2026). Corpos Femininos: Controle, Vigilância e Resistência na Voz de Elza Soares. Revista Interdisciplinar Em Estudos De Linguagem, 4(9), 22–36. https://doi.org/10.67204/riel.v4i9.2932