Corpos Femininos
Controle, Vigilância e Resistência na Voz de Elza Soares
DOI:
https://doi.org/10.67204/riel.v4i9.2932Palavras-chave:
Vigilância, Patriarcado, Resistência, Elza SoaresResumo
Este artigo discute o controle e a vigilância social, política e simbólica dos corpos femininos ao longo da história, evidenciando como estruturas patriarcais, religiosas, médicas, estatais e midiáticas moldaram e continuam a moldar a experiência das mulheres por meio de práticas discursivas legitimadoras da dominação. Nossa análise parte do lugar feminino, articulando vivências pessoais e coletivas como base para compreender como a linguagem opera na produção e na naturalização dessas formas de controle. Inicialmente, abordamos as raízes históricas do disciplinamento dos corpos, incluindo a atuação da Igreja, da medicina e do Estado na construção da mulher como corpo submisso e vigiado. Em seguida, discutimos o disciplinamento contemporâneo, no qual padrões de beleza, redes sociais, cultura do consumo e medicalização configuram novas formas de vigilância simbólica e digital, mediadas por discursos normativos. O estudo também ressalta a relação entre a violação da autonomia corporal e a necessidade de uma abordagem interseccional para compreender as múltiplas formas de opressão. Por fim, destacamos a resistência feminista, com ênfase na música e na performance de Elza Soares, compreendidas como práticas discursivas que transformam o corpo em território de denúncia, identidade e insurgência contra o patriarcado.
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