O armário dentro do armário
táticas de sobrevivência e narrativas de interseccionalidades em contextos de violência institucional
Palavras-chave:
Diversidade, diversidade corporal, normas heteronormativas, performatividade de gênero, cinema, tomboy, pequena miss sunshineResumo
Este relato de experiência autobiográfico articula narrativas pessoais e realiza uma análise crítica sobre os desafios enfrentados por pessoas LGBTQIAPN+ e por corpos marginalizados pelas normas corporais hegemônicas. A partir da metáfora dos “inúmeros armários”, investiga-se como, ao longo da infância, adolescência e vida adulta, diferentes contextos institucionais, como família, instituições educativas, academias esportivas e clínicas de massoterapia, se configuram como lugares de silenciamento, medo e construção de táticas de autopreservação diante de preconceitos, exclusão e violência. O estudo articula experiências afetivas, sociais e corporais com reflexões teóricas, ancoradas em perspectivas pós-estruturalistas, sobre regimes cis-heteronormativos, padrões estéticos e mecanismos institucionais que moldam comportamentos e produzem estratégias de adaptação e resistência. A análise também dialoga com narrativas cinematográficas que contribuem para problematizar a construção das identidades em contextos marcados por vigilância, controle e expectativas sociais. O trabalho destaca a complexidade da construção identitária em situações de violência institucional e propõe reflexões sobre a necessidade de uma sociedade mais inclusiva e empática, capaz de reconhecer e respeitar a diversidade de corpos, gêneros e sexualidades.
Palavras-chaves: violências institucionais; interseccionalidades; diversidade corporal; padrões cis-heteronormativos; performatividade de gênero.
THE CLOSET WITHIN THE CLOSET: SURVIVAL TACTICS AND NARRATIVES OF INTERSECTIONALITIES IN CONTEXTS OF INSTITUTIONAL VIOLENCE
Abstract
This autobiographical experience report articulates personal narratives and offers a critical analysis of the challenges faced by LGBTQIAPN+ people and by bodies marginalized by hegemonic bodily norms. Drawing on the metaphor of the “countless closets,” it investigates how, throughout childhood, adolescence, and adult life, different institutional contexts such as family, educational institutions, sports academies, and massage therapy clinics become spaces of silencing, fear, and the construction of tactics of self-preservation in the face of prejudice, exclusion, and violence. The study connects affective, social, and bodily experiences with theoretical reflections grounded in post-structuralist perspectives, particularly those associated with Michel Foucault, Judith Butler and Michel de Certeau, to examine cis-heteronormative regimes, aesthetic standards, and institutional mechanisms that shape behaviors and produce strategies of adaptation and resistance. The analysis also engages with cinematic narratives that contribute to problematizing the construction of identities in contexts marked by surveillance, control, and social expectations. The work highlights the complexity of identity formation in situations of institutional violence and proposes reflections on the need for a more inclusive and empathetic society capable of recognizing and respecting the diversity of bodies, genders, and sexualities.
Keywords: institutional violence; intersectionalities; body diversity; cis-heteronormative standards; gender performativity.
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