A pesquisa como travessia
o fazer-se pesquisadora com o NUGS
Palavras-chave:
NUGS, GÊNERO, SEXUALIDADE, PESQUISA-AÇÃO, Educação Profissional, Científica e TecnológicaResumo
Este ensaio reflete sobre a experiência de pesquisar com o Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade (NUGS) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), compreendendo a investigação como travessia formativa, ética e política. O texto emerge de uma pesquisa de doutorado em desenvolvimento que investiga a atuação do NUGS no contexto da Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPCT), com atenção aos modos pelos quais as políticas de diversidade são interpretadas, traduzidas e atuadas no cotidiano institucional. A partir de experiências vivenciadas no campo da pesquisa, o ensaio problematiza o Núcleo como espaço de formação, resistência, escuta e produção coletiva de conhecimento. Em diálogo com a perspectiva da pesquisa-intervenção, com a abordagem do ciclo de políticas e com as contribuições de Favret-Saada (2005), Gallo (2002), Haraway (2009), hooks (2017) e Freire (1978; 1992; 1997), discute-se, assim, o que significa pesquisar o NUGS com o próprio Núcleo e como a implicação de quem pesquisa desloca as fronteiras entre investigação, formação e ação. A partir de experiências vividas junto ao Núcleo, especialmente no Encontro Estadual de 2025, o texto reflete sobre a ideia de denúncia, anúncio, escuta e produção do comum como dimensões de uma prática educativa comprometida com a transformação social.
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