África e Brasil

Saberes dos povos em prol do Letramento Racial Crítico

  • Samantha Schäfer Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
  • Aparecida de Jesus Ferreira University of Bristol, Inglaterra (UK)
Palavras-chave: Escola, Racismo, Letramento Racial Crítico

Resumo

Este trabalho  traz algumas reflexões acerca de um projeto realizado em uma escola municipal das séries iniciais do ensino fundamental, que debateu identidades de raça. Partiu da experiência com crianças negras refletindo sobre suas identidades de raça. O objetivo do projeto era entender quais impactos ocorreriam na comunidade com as práticas adotadas de fortalecimento das identidades raciais negras. Para esta discussão utilizamos como arcabouço teórico Cavalleiro (1998); Ferreira (2015a, 2016); Gomes (2002); Silva (2000); Oliveira (2005). Do ponto de vista metodológico, trata-se da metodologia de projetos, amparada pelo Letramento Racial Crítico (FERREIRA, 2015b). Como resultado do projeto, enfatizamos o desenvolvimento da criticidade das crianças, o envolvimento de todas (os) os (as) funcionárias (os) da escola no projeto e ainda, a transposição do debate além dos muros da escola. Dessa forma, foi possível trazer novos olhares ao tema identidades de raça na escola e a promoção do letramento racial crítico.

Biografia do Autor

Samantha Schäfer, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

Possui graduação em Administracao pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (2001), graduação em História pelo Centro de Ensino Superior de Maringá (2018) e graduação em LETRAS, Habilitação em Português e Inglês - Faculdades Santa Amélia (2008). Atualmente é professora da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino-Aprendizagem

 

Aparecida de Jesus Ferreira, University of Bristol, Inglaterra (UK)

Possui Pós doutorado (2015), e doutorado em Educação de Professores e Linguística Aplicada - Universidade de Londres - Inglaterra (2005), mestrado em Linguística pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2001) e graduação em Letras Português Inglês pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (1990). Atualmente é professora associada da UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa. Atuando no curso Letras graduação (Língua Inglesa, Prática de Ensino) e no Mestrado em Estudos da Linguagem na mesma instituição. Já publicou quatorze livros no Brasil. Publicou também um livro nos Estados Unidos. Tem vários artigos publicados em livros e periódicos científicos, no Brasil, Inglaterra, Estados Unidos, Angola, Portugal, Colômbia e Espanha. Tem experiência na área de Linguística Aplicada, com ênfase em Formação de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores (Línguas Adicionais e Língua Portuguesa), prática de ensino de língua inglesa, ensino e aprendizagem de línguas adicionais, análise e desenvolvimento de materiais de ensino, análise de livro didático, letramentos escolares, e os processos de construção de identidades sociais de professores de línguas, e de identidades sociais raça e gênero. É parecerista de vários periódicos. Foi, pesquisadora visitante pelo Kings College London - Universidade de Londres, Inglaterra (2014-2015 e em 2018 por 6 meses licença sabática). Professora visitante na University of Bristol, Inglaterra, pesquisa sabática de Fevereiro 2020 a Julho 2020.

Referências

ARANSIOLA, Temitope Jane. Mulher negra africana: uma narrativa autobiográfica das experiências de uma nigeriana e suas relações com o feminismo negro. Travessias, Cascavel, v. 13, n. 3, p. 123-135, 2019. Disponível em:
e-revista.unioeste.br/índex.php/travessias/article/view/23614. Acesso em: 5 mar. 2020.

ARANTES, V. A. (Org.). Afetividade na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus Editorial, 2003.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Brasília, 2003. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10639.htm. Acesso em: 20 ago. 2019.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, 2005. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/documents/186968/484184/Diretrizes+curriculares+nacional+para+a+educa%C3%A7%C3%A3o+das+rela%C3%A7%C3%B5es+%C3%A9tnico-raciais+e+para+o+ensino+de+hist%C3%B3ria+e+cultura+afro-brasileira+e+africana/f66ce7ca-e0c8-4dbd-8df3-4c2783f06386?version=1.2. Acesso em: 18 maio 2017.
CAVALLEIRO, E. dos S.; GOMES, J. V. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. São Paulo: Contexto, 1998.

CLARINDO, L. Contos Africanos. Ponta Grossa, Escola Municipal Professora Kazuko Inoue, 2017. (Comunicação Oral).

DIAS, L. R. Cada um com seu jeito, cada jeito é de um! [Ilustradora: Sandra Beatriz Lavandeira]. Campo Grande: Editora Alvorada, 2012.

FERREIRA, A. de J. Letramento Racial Crítico através de narrativas autobiográficas: com atividades reflexivas. Ponta Grossa: Estúdio Texto, 2015 a.

FERREIRA, A. de J. Narrativas Autobiográficas de Professoras (es) de Línguas na Universidade: Letramento Racial Crítico e Teoria Racial Crítica. In: FERREIRA, A de J. Narrativas Autobiográficas de Identidades Sociais de Raça, Gênero, Sexualidade e Classe em Estudos da Linguagem. Campinas, SP. Pontes Editora, 2015b, p. 127-160.

FERREIRA, A. de J. As Bonecas Negras de Lara. [Ilustrador: Élio Chaves]. Ponta Grossa: ABC Projetos, 2017.

GOMES, N. L. Trajetórias escolares, corpo negro e cabelo crespo: reprodução de estereótipos ou ressignificação cultural? Revista Brasileira de Educação, n. 21, Set./Out./Dez. 2002. Disponível em: www.scielo.br/pdf/rbedu/n21/n21a03.pdf. Acesso em 2 de jun. 2019.

GRUPO DE CAPOEIRA GINGANDO COM JESUS. Capoeira. Ponta Grossa, Escola Municipal Professora Kazuko Inoue, 2017. (Comunicação Oral).

KIRIKOU et la Sorcière (Kiriku e a Feiticeira). Direção e produção: Michel Ocelot. França: filme, 1998. Diponível em: https://filmow.com/kiriku-e-a-feiticeira-t8176/. Acesso em: 10 de maio 2017.

LUNGOV. M.; FUNARI, R. dos S. História. 6 ed. São Paulo: Edições SM, 2017. 128 p. (Coleção Aprender Juntos, 3º ano).

MERCADO, L. P. L. Formação continuada de professores e novas tecnologias. Ufal, 1999. Disponível em: http://www.educacional.com.br/upload/dados/materialapoio/71170001/5275731/FORMA%C3%87%C3%83O_DOCENTE_E_NOVAS_TECNOLOGIAS.pdf. Acesso em: 20 ago. 2017.

MORIN, E. A Cabeça Bem-Feita: repensar a reforma – reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, v. 99, 2000.
OLIVEIRA, Cacilda Lages; MOURA, Dácio Guimarães. Metodologia de projetos e ambientes não formais de aprendizagem: indício de eficácia no processo do ensino de Biologia. In: ATAS DO V ENPEC - ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 5, 2005, Bauru: Atas...Bauru: ABRAPEC, 2005. Disponível em: http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/venpec/conteudo/oralarea4.htm. Acesso em: 18 de ago. 2017.
SILVA, T. T. da (Org.). Identidade e diferença: a perspectivas dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2000.

SOCIEDADE AFRO-BRASILEIRA CACIQUE PENA BRANCA. Gastronomia, Receitas, Instrumentos Musicais e Curiosidades. Ponta Grossa, Escola Municipal Professora Kazuko Inoue, 2017. (Comunicação Oral).

SOUZA, E. Penteados Afros. Ponta Grossa, Escola Municipal Professora Kazuko Inoue, 2017. (Comunicação Oral).
Publicado
2020-09-16