Educação criticamente consciente, uma necessidade para a educação em Computação

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Palavras-chave:

Educação em Computação, Justiça Social, Equidade, Computação Crítica, Formação Docente

Resumo

Embora o avanço tecnológico traga benefícios, a computação acarreta sérios riscos devido à falsa premissa de sua neutralidade. No cenário brasileiro, o ensino da área prioriza competências técnicas e mercadológicas, perpetuando uma visão tecnicista que ignora vieses humanos e opressões estruturais, o que resulta em uma escassa produção científica sobre a interface entre computação, equidade e justiça social. Como proposta de enfrentamento, esta pesquisa de iniciação científica defende uma educação computacional crítica fundamentada na obra de Amy J. Ko e no referencial de Paulo Freire. Por meio de uma abordagem qualitativa e de Análise de Conteúdo, traduziu-se e contextualizou-se o capítulo "CS, Equity and Justice" de Ko para a realidade nacional, utilizando as categorias Abstração, Amplificação, Privatização, Automatização e Centralização para mapear a produção científica da Sociedade Brasileira de Computação, entre 2015 e 2025. Os resultados revelaram uma severa lacuna temática no país, dado que conceitos cruciais como Automatização e Centralização não foram localizados nos artigos. No entanto, publicações de 2026 sobre os "Grandes Desafios da Computação (2025–2035)" sinalizam uma mudança emergente ao pautar a inclusão e a ética como eixos transversais. Conclui-se que a computação não é neutra e pode aprofundar assimetrias se apropriada de forma acrítica. Para mitigar esse cenário, torna-se imperativo reformar os projetos pedagógicos e a formação docente, integrando intencionalidade política e responsabilidade social ao ensino de computação.

Biografia do Autor

Thiago Ferauche, Universidade Católica de Santos

Doutor em Educação pela Universidade Católica de Santos (2024), Mestre em Tecnologia da Informação Aplicada, pela Pós-Graduação do CEETEPS Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (2011), possui pós-graduação em Processos da Informação pela UFU - Universidade Federal de Uberlândia (2004), e graduação em Engenharia de Computação pela UNISANTA - Universidade Santa Cecilia (2001). Atua como agente de Tecnologia da Informação no Tribunal Regional do Trabalho da 2 região SP, atuando no Núcleo de Inteligência Artificial e professor nos cursos de Sistemas de Informação e Ciência da Computação da Universidade Católica de Santos.

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Publicado

2026-08-18

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Artigos