Microalgas como substrato para etanol de terceira geração: uma reflexão

  • Wesley Marcondes de Jesus Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Câmpus Matão
  • Aristeu Gomes Tininis Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Câmpus Matão
  • Claudia Regina Cançado Sgorlon Tininis Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Câmpus Matão

Resumo

Segundo a Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE) em 2018 a energia gerada no mundo a partir de fontes renováveis representavam apenas 14 %, no Brasil, aproximadamente 45 % da energia transformada é de fontes renováveis. Entretanto, os biocombustíveis geram resíduos potencialmente poluidores que precisam ser mitigados. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento bibliográfico de dados recentes e relevantes sobre o potencial das microalgas na usina sucroalcooleira. As microalgas são organismos unicelulares fotoautotróficos, podem habitar diversos ambientes como águas residuárias e efluentes gasosos, e se desenvolvem facilmente utilizando luz e gás carbônico. Essa diversidade dá às microalgas o status de promissora fonte de bicombustíveis de terceira geração, o que gera grande entusiasmo em torno desse tema. Essa diversidade também lhes dá características importantes que permitem a biorremediação na indústria. Porém, os entraves de ordem econômica ainda inviabilizam a produção em larga escala, sendo necessário investimentos do setor público e privado em tecnologias e pesquisas, pois, a utilização das microalgas e seus subprodutos é altamente promissora e sustentável. Portanto, a possibilidade da integração do cultivo de microalgas na indústria sucroalcooleira é real, sendo possível no futuro o uso de microalgas em bioprocessos de larga escala a um baixo custo.

Biografia do Autor

Wesley Marcondes de Jesus, Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Câmpus Matão

Discente do curso de Especialização em Produção Sucroenergética do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Câmpus Matão

Aristeu Gomes Tininis, Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Câmpus Matão

Docente da área de Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Câmpus Matão

Claudia Regina Cançado Sgorlon Tininis, Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Câmpus Matão

Docente da área de Engenharia de Alimentos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Câmpus Matão

Publicado
2021-12-21