RECURSOS HUMANOS EM BIOTECNOLOGIA: INSTITUIÇÕES, FORMAÇÃO E MERCADO DE TRABALHO

Vania Lucia Muniz de Padua, Evelize Folly, Fernanda Reinert, Paulo Roberto Soares Stephens, Antônia Maria Cavalcanti de Oliveira, Ana Paula Salerno, Rafael de Queiroz, Carlos Vinicius Silva Gomes, Marcia Paes, Tatiane Alves Baptista, Daniela Uziel

Resumo


A retomada da política industrial no Brasil em 2004 colocou a biotecnologia como um setor prioritário. Em função disso, nos últimos anos, debates voltados para a instalação de novas empresas do setor de biotecnologia para a saúde foram promovidos em envolvendo integrantes da academia, da indústria e do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Os questionamentos sobre a disponibilidade de recursos humanos qualificados em biotecnologia para o atendimento das necessidades imediatas da bioindústria motivaram a realização deste trabalho. Apresentamos uma análise crítica do levantamento realizado pelo GECIV-RJ com os egressos dos cursos de biotecnologia do estado do Rio de Janeiro sobre sua adequação ao mercado de trabalho e discutimos a questão dos recursos humanos como entrave para o desenvolvimento deste setor. Percebemos que há uma inversão da oferta de profissionais (técnicos<graduados e pós-graduados) em relação a aparente demanda (maior de técnicos). Nas respostas dos egressos desses cursos a um questionário online, observamos que apesar da indústria de biotecnologia estar em expansão, os profissionais entrevistados têm dificuldade de incorporação no mercado de trabalho que envolvem fatores como capacitação e salários. Concluímos que a criação dos cursos veio secundariamente à política industrial e em paralelo à necessidade de aumento de vagas no ensino público, o que pode ter interferido no correto delineamento dos cursos.


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